Este texto foi baseado nas experiências dos participantes do Projeto Portal, associação fundada pelo pesquisador e ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira.
A harmonia e a beleza encontradas na
natureza sempre fascinaram os seres humanos e a necessidade de compreender o
mundo levou ao estudo das leis que regem a estrutura e a composição dos
fenômenos naturais.
Ao longo da história, os gregos, que criaram e
estenderam o conhecimento filosófico a várias áreas, encontraram na matemática
terreno fértil para explicar o Universo em sua totalidade e singularidade,
notadamente através da física, da química e da biologia.
Pitágoras, em 600 A.C, estudou a quase
totalidade dos conhecimentos de sua época (Filosofia, Matemática, Geometria,
Música, Ética, Moral, Educação, Música e Higiene) e legou-nos estudos,
conceitos, aforismos e teoremas. Aprendeu inicialmente a confeccionar armas e
utensílios, aplicando-se determinadas relações numéricas. Fabricando uma espada
ou um punhal observou haver certa proporcionalidade entre o cabo e a lâmina. Refletiu
então que, se havia uma proporcionalidade estabelecida pelos homens para servir
a seus propósitos, para servir à Natureza deveria haver outra, estabelecida
pelos deuses, que seria responsável pela harmonia do Universo.
Observando a beleza e perfeição
geométrica da concha marítima do Nautilus
pompilius, Pitágoras verificou que ali estava a resposta que procurava: as
espirais perfeitas, as cores harmônicas e a simetria rigorosa eram um trabalho
dos deuses. Começou a efetuar cálculos e medições e percebeu que a concha
crescia indefinidamente sem que sua forma se alterasse e que isso deveria ser
um padrão matemático, uma lei que regularia o crescimento de toda a vida. Após
longos estudos, concluiu que a espiral da concha poderia ser construída a
partir de figuras quadradas e ângulos retos, colocadas em determinada ordem,
progressivamente, medindo respectivamente 1 – 1 – 2 – 3 – 5 – 13 – 21...
Verificou ainda que nessa série
numérica está contido o enunciado da Divina Proporção: “O menor está para o
maior assim como o maior está para o Todo”. Os números assim obtidos (1,618...
e 0,618) são os mesmos que os obtidos a partir da sequência 1 – 1 – 2 – 3 – 5 –
8 – 13 – 21..., sempre que dividimos o anterior pelo posterior ou o posterior
pelo anterior. O número 1,618... é conhecido como “número áureo”, chave
matemática da harmonia universal, representado pela letra grega Phi , em
homenagem a Phidias, escultor grego que a empregou largamente em suas obras, do
Parthenon à sua famosa estátua de Zeus.
A Divina Proporção foi chamada de “a
Seção”, por Platão, Proporção áurea pelos romanos, Secção Áurea por Leonardo da
Vinci, Secção Divina por Kepler, etc. Mas pode ter sido conhecida mesmo antes
da época dos gregos, uma vez que o historiador grego Heródoto relata em suas
obras que, segundo os sacerdotes egípcios, nas pirâmides de Gisé a área de um
quadrado, cujo lado é a altura da grande pirâmide, é igual à área da face
triangular. A razão entre a altura de uma face triangular e a metade do
cumprimento da base é phi e medições reais da pirâmide parecem dar um resultado
próximo dessa razão.
Já na Idade Média, em 1202, o grande matemático
europeu Fibonacci escreveu o livro Liber
Abaci, onde apresenta uma sequência de números, hoje chamada sequência de
Fibonacci, em que um número é sempre a soma de seus dois antecessores e que se
dividirmos o último pelo imediatamente anterior, o resultado será muito próximo
do número áureo e quanto mais se avança na série vai se tornar constante em
1,618.
A proporção áurea e a série de
Fibonacci estão inter-relacionadas e podem ser observadas em infinitas formas da
natureza, no desenho das plantas, folhas e flores, no crescimento do chifre nos
mamíferos, bem como em todas as medidas do corpo humano, nas estrelas e
constelações distantes. Os construtores
dos Templos da Antiguidade e das grandes catedrais conheciam a Divina
Proporção, o Número Áureo e a Geometria Sagrada e a utilizavam em seus projetos
arquitetônicos, nas esculturas e na decoração interna. Na Renascença, quase
todas as obras de Michelângelo Buonarroti, Leonardo da Vinci e Rafael
apresentam a proporção Áurea e seus desdobramentos. Na
atualidade é também utilizada nas artes plásticas, esculturais e
arquitetônicas.
A busca pela harmonia parece, em
síntese, permear todos os processos estéticos da natureza e a proporção áurea é
utilizada para construir a espiral logarítmica, base de toda a vida. A grande questão
que se apresenta é saber o motivo pelo qual o Grande Construtor do Universo
optou por essa fórmula para realizar toda a sua obra.


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